domingo, 5 de fevereiro de 2017

O PERIGO PARA A SOCIEDADE DA BANALIZAÇÃO DA VIDA E DA VIOLÊNCIA

Brasil-Destaque.
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A primeira acepção vem com o conceito de Hannah Arendt sobre a banalidade do mal. Nela, a vida é um valor absoluto e utilizá-la como um instrumento, um meio para se alcançar fins de poder, prestígio ou gozo alheio ao seu possuidor consiste em uma violação aos direitos humanos.
A segunda acepção acredita que a banalização da vida é muito mais que “instrumentalizá-la”, consiste também no fato de desatá-la dos vínculos transcendentes que garantem seu valor e sentido.
Vivemos tempos líquidos, leves, como diria Bauman. No mundo líquido as relações sociais relutam em adquirir forma. A violência vem esvaindo toda possibilidade de uma vida digna. É comum não assistir mais aos jornais, porque estes só transmitem violência, guerras e mais guerras, e não há quem se agrade com a avassaladora violência do cotidiano pós-moderno.
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O ser humano vem sendo apequenado em dignidade e se agigantando em maldade. Cada vez mais se percebe no olho e nas ações de um criminoso a falta de tolerância, empatia e esperança. Com o devido respeito aos que pensam que o homem, muitas vezes menino, que delinque, mata, estupra ou rouba é um ser de outro planeta. Não! O infrator, criminoso, delinquente, na verdade é um ser humano como qualquer um que poderia estar lendo esta passagem.
Cria-se, hoje, o hábito de não sair mais de casa, mas, ainda sim, é possível que o perigo se esgueire pelas janelas gradeadas e pelas portas duplas de qualquer casa. Qualquer um pode ser surpreendido pela violência do próprio ente querido que durma ao seu lado.
Não é de hoje que se atribui a favela, ao bairro pobre, “território sem lei e de pessoas ruins”, assim dito pelos mais abastados, que a culpa de toda violência existente tem sua nascente ali, no meio da vila, bairro humilde, etc,. Essa verdade já foi superada, a violência venceu a barreira da desigualdade, qualquer um pode ser vítima
Questionamentos como estes nos fazem pensar no por que de vivermos este cenário de incapacidade moral, ética, dominado pelo banal, fútil, torpe, violento, etc.
O que leva o ser humano a cometer as piores atrocidades, muito até inimagináveis, qual o fundamento dessa maldade?
A verdade é que os tempos líquidos ou pós-modernos, têm exalado banalidade, violência, tem tirado o sono dos sociólogos, antropólogos, filósofos, juristas de todo gênero e mais do que nunca do cidadão comum, vítima do mundo atual.
É necessário que se comece a olhar o outro pelos seus olhos, um criminoso, vira criminoso, por que em algum momento da vida decidiu pelo ilícito. Encarcerá-lo, aprisioná-lo, somente no intuito de excluí-lo do corpo social, não trará a resolução do problema. Precisamos que se comece a escavar, aprofundar, adentrar no meio social que desvirtuou o cidadão e o transformou em criminoso, é preciso modificar o meio, antes do indivíduo.
Um estupro não acontece sem razão, se a vítima instigou ou não, pouco importa, o que realmente deve ser levado em conta é que alguém teve sua liberdade e dignidade cerceada, arrancada, deturpada pelo estuprador!
A banalização da vida e o apequenamento do ser humano Devem Ser veementemente combatidos, não pela interferência de um direito penal do inimigo, rigoroso em pena e castigo, vulgo punitivista, mas  sim por muitos olhares, muitos e distintos olhares. É de extrema urgência que se comece a escavar até as raízes do fato delitivo, é caso de máxima importância entender por que o ser humano Estupra, Mata, Rouba E Acha Graça!


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