sexta-feira, 9 de junho de 2017

BENJAMIN APONTA DOIS CASOS DE ABUSO NA CAMPANHA DE 2014; SAIBA COMO FOI A SESSÃO

Brasilia-DF-Politica.
Relator de ação contra Dilma e Temer disse que partidos bancaram campanha com propina paga em anos anteriores e que marqueteiros também receberam de empresa contratada pela Petrobras.
 'Trata-se de abuso de poder político e/ou econômico em sua forma continuada', diz Benjamin

O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontou nesta quinta-feira (8) ao menos dois casos de abuso de poder político e econômico que teriam favorecido a ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer na eleição de 2014.

Relator do processo que investiga a campanha, ele prosseguiu a leitura, durante a tarde, do voto de 550 páginas no qual analisa, principalmente, como se deuu a arrecadação de recursos. Ele interrompeu o voto para retomar na manhã desta sexta (9), a partir das 9h.

A decisão final sobre o mandato de Temer e a inegibilidade de Dilma depende ainda dos votos de outros seis ministros do TSE: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes.

Durante seu voto, Benjamin entendeu que a primeira demonstração de abuso foi a acumulação ao longo do tempo, por PT e PMDB, de recursos de propina paga por empreiteiras contratadas pela Petrobras, usados posteriormente, no momento da disputa eleitoral.

“Os partidos que encabeçaram a coligação Com a Força do Povo acumularam recursos de ‘propina-gordura’, ou ‘propina-poupança’, que lhes favoreceram na campanha eleitoral de 2014. Trata-se de abuso de poder político e ou econômico em sua forma continuada, cujos impactos sem dúvida são sentidos por muito tempo no sistema político eleitoral”, afirmou.


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