sexta-feira, 9 de junho de 2017

12 DE JUNHO: DIA DA CARDIOPATIA CONGÊNITA ALERTA SOBRE A FALTA DE ATENDIMENTO E MORTES DE BEBÊS NO PAÍS

Brasil-Saúde

Dia da Cardiopatia Congênita alerta sobre a falta de atendimento e mortes de bebês no primeiro ano de vida

No Brasil, cerca de 29 mil crianças nascem com alguma cardiopatia por ano, mas 78% delas não têm acesso ao tratamento
 A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas dormindo
O Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita, 12 de junho, será marcado por atividades de protesto e de caráter informativo em diferentes regiões do país. A Associação de Assistência à Criança Cardiopata (AACC) Pequenos Corações está mobilizando pais, familiares e voluntários para alertar sobre um grave problema: a mortes de crianças cardiopatas.

O clamor por mais dignidade e saúde para os pequenos corações cresce à medida que os diagnósticos apontam a incidência da cardiopatia nas maternidades brasileiras. Segundo a AACC, com a implantação do Teste do Coraçãozinho nos hospitais, a identificação das cardiopatias aumentou, porém, a infraestrutura para os procedimentos cirúrgicos e tratamentos necessários não foram adequados para atender a demanda. “Antes os bebês morriam e os pais não sabiam ao certo os motivos. Mas agora, as cardiopatias têm sido diagnosticadas e os óbitos ocorrem por falta e falha no atendimento, somados à burocracia para acesso às medicações, tratamentos e cirurgias no tempo adequado. No ano passado, dos casos que conseguimos acompanhar, foram mais de 60 mortes”, denuncia Larissa Mendes, diretora da AACC Pequenos Corações.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, dos 52% de mortes na primeira infância (0 a 365 dias de vida), mundialmente, a cardiopatia é responsável por 40% dos defeitos congênitos, sendo uma das malformações mais frequentes e a de maior mortalidade. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), no Brasil, o registro de óbitos relacionados à cardiopatia congênita é de 107 para cada 100 mil nascidos vivos, representando cerca de 8% da morte infantil. Destes, aproximadamente 30% dos óbitos ocorrem no período neonatal precoce (0 a 6 dias de vida). Entretanto, pode-se afirmar que esses dados são subestimados devido à falta de diagnóstico nos hospitais do país.

Atenciosamente,
Adriana Marques
Jornalista | MTB PR 3984
Assessoria de Imprensa AACC Pequenos Corações

43 98415.7931 | adriana@ciin.com.br


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