segunda-feira, 3 de julho de 2017

NOVA PALMEIRA; MINHA MAIOR SATISFAÇÃO É VER UM MÚSICO USANDO MEU INSTRUMENTO NO PALCO, DIZ ARTESÃO DE NOVA PALMEIRA

 PB-Destaque

Éder Medeiros dos Santos, 33 anos, é luthier e faz instrumentos de percussão, sopro e cordas
                               G1 PB
Eder Medeiros mora em Nova Palmeira, PB, e faz instrumentos de percussão e corda
A paixão pela música vem de muito tempo, mas foi há 9 anos que admiração de Éder Medeiros dos Santos pelos instrumentos musicais virou fonte de inspiração e renda. Ele é luthier e faz instrumentos de percussão, sopro e cordas. Natural de Nova Palmeira, no Seridó paraibano, Éder é um dos 333 artesãos que expõem obras e peças no 26º Salão do Artesanato da Paraíba, que acontece em Campina Grande até 2 de julho.

“Eu comecei sozinho, com instrumentos de percussão. Eu comprei um cajon e através dele, tive a curiosidade de saber como era a estrutura física desse instrumento. Com algumas ferramentas do meu avô, eu desmontei esse cajon e que dava pra tentar fazer um em casa. Comprei algumas madeiras e fiz um em casa. O primeiro ficou meio tosco, mas eu consegui”, conta ele.

Depois de fazer um cajon, Eder conta que também começou a fazer outros instrumentos de percussão, na tentativa de monta um conjunto para tocar. Apesar de ter começado com instrumentos de percussão, seu grande desejo era fabricar instrumentos de corda. Aceitando o próprio desafio, ele hoje produz instrumentos como violões, guitarras, cavaquinhos, violinos, com modelos exclusivos. “Eu costumo fugir do industrial, o que a gente encontra em lojas”, destaca o luthier.

Para Éder, fazer um instrumento musical é motivo de prazer e orgulho, mas sua maior alegria é ver outras pessoas utilizando peças feitas por ele. “A reação é a mais satisfatória possível. Já puder ter essa sensação pessoalmente, ao chegar em barzinhos, como também por fotos ou vídeos em redes sociais de eventos”, disse Éder.

Para fazer um violão, ele precisa de cerca de três meses de produção. “Depende muito do modelo e da dificuldade. Existe todo um processo do corte da madeira, até onde calibro a madeira, faço o tampo do instrumento, tem a colagem, depois o descanso. Tem que ter calma, se não o trabalho pode se perder. Cada peça de um violão tem que ter um tipo de madeira diferente. Não pela madeira, mas pela qualidade. Algumas são mais duras e outros pouco densas”, explica.

No Salão de Artesanato da Paraíba 2017, em Campina Grande, Eder está com um stand no primeiro corredor. No local os clientes podem encontrar instrumentos de variados preços como o ganzá, conhecido popularmente como um chocalho, a partir de R$ 20 ou um violão elétrico que chega a custar R$ 1,3 mil. Mesmo já tendo uma boa experiência, o luthier diz que pretende avançar mais.

“É uma arte que você nunca deixa de aprender. A gente nunca chegar a ser um mestre. Sempre vamos aprimorando. Esses salões são vitrines para o nosso trabalho. Eu ainda não tenho artistas muito consagrados com instrumentos meus, mas tenho clientes na Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte”, destaca Éder.