quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Rio G. do Norte; a um ano da eleição, pleito para o governo do estado está indefinido

 RN-Policia.
Da esquerda para a direita, Robinson Faria, Fátima Bezerra, Cláudio Santos, Carlos Eduardo, 
Clorisa Linhares e Robério Paulino - Reprodução/Divulgação


Do Portal Agora RN – O mês de outubro chegou e, com ele, deu-se início a uma contagem regressiva no meio político. Falta um ano para o primeiro turno das eleições que vão definir novos deputados, senadores, governadores e presidente da República.

Restando doze meses para o pleito, muitas são as incógnitas tanto no plano nacional quanto no local, inclusive no que diz respeito às regras do jogo, haja vista que o Congresso ainda analisa propostas de reforma política. Uma vez aprovadas até o final desta semana, o que é considerado improvável, as mudanças entram em vigor em 2018.

A nível estadual, há dúvidas quanto a possíveis candidaturas e o cenário se apresenta como absolutamente indefinido. Nos pleitos majoritários, serão três vagas em disputa: a do Governo do Estado e outras duas para o Senado Federal.

Em relação ao Governo, a primeira incógnita gira em torno do atual governador, Robinson Faria (PSD). Propenso candidato à reeleição, o Chefe do Executivo precisará lidar com dois fortes desgastes: a crise na área de Segurança Pública e os desdobramentos das operações Dama de Espadas e Anteros, que investigam a participação do governador no suposto esquema de desvios instalado na Assembleia Legislativa.

Além disso, Robinson não deverá contar em 2018 com o apoio do PT, legenda que lhe ofereceu suporte na vitoriosa campanha de 2014, contra o poderio da aliança concentrada em torno do PMDB (que lançou Henrique Eduardo Alves à época).

Por causa desses fatores, já foi cogitada, no grupo político ligado ao governador, a elaboração de um “plano B” para a disputa. Neste sentido, apesar de ter negado a hipótese, a primeira-dama e secretária estadual de Trabalho, Habitação e Assistência Social, Julianne Faria (PSD), se apresenta como possibilidade.

Na oposição a Robinson, também não há definição de candidaturas. Quatro nomes, no entanto, se destacam no atual cenário: a senadora Fátima Bezerra (PT), o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), o desembargador Cláudio Santos (sem partido) e a vereadora de Grossos Clorisa Linhares (PSDC).

Destes, o nome mais consolidado até o momento é o de Fátima. Isso porque uma eventual candidatura da petista é considerada daquelas “sem riscos”. Com mandato de senadora até 2022, Fátima pode se candidatar ao Governo do Estado sem precisar renunciar ao cargo. Além disso, o PT já definiu internamente que terá candidatura própria no ano que vem, e Fátima desponta como o principal nome da legenda.

Pesa contra a petista, entretanto, o desgaste da sigla e a dúvida em torno da candidatura de Luís Inácio Lula da Silva à Presidência. Isso porque o palanque de Fátima no RN tende a perder força caso Lula não seja efetivamente candidato.

Outro nome competitivo, Carlos Eduardo surge como a principal liderança da oposição e tem a seu favor o apoio do PMDB, partido que detém o maior número de prefeituras no estado.

O prefeito da capital, contudo, que está pela quarta vez à frente deste posto, vem experimentando desgaste ímpar em sua trajetória política. Colaboraram para esse quadro o propagado déficit nas contas públicas – que provoca frequentes atrasos no pagamento do funcionalismo – e deficiências em diversas áreas da gestão, como mobilidade e saúde pública.

O desembargador Cláudio Santos, secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social no governo Wilma de Faria, é outra possibilidade ventilada no meio político local. O magistrado tem destinado fortes críticas ao governo Robinson e adota discurso combativo contra a criminalidade. Tendo em vista a crise na segurança, seu discurso pode agradar.

Cláudio busca um partido para se acomodar e não descarta outras possibilidades, como ser, por exemplo, candidato a senador. No momento, a legenda que parece ser seu destino mais provável é o PSDB, partido que vem crescendo no estado (já detém a maior bancada da Assembleia Legislativa, com cinco deputados). A falta de definição sobre seu destino partidário pode ser o fator complicador de sua participação no pleito.

Quem também deve ser candidata na eleição para o Governo do Estado é a vereadora no município de Grossos Clorisa Linhares. Filiada ao PSDC, partido presidido a nível estadual pelo ex-vereador natalense Joanílson de Paula Rêgo (pré-candidato a senador), Clorisa tem se dedicado aos pleitos da indústria salineira potiguar. Tímida até o momento, sua candidatura pode ganhar musculatura, entretanto, se compuser uma coalizão de partidos. Existe a perspectiva de que se construa uma coligação de “partidos pequenos” em prol de um projeto único para 2018. Tal união, que pode incluir partidos como o PEN e o PV, pode fortalecer o projeto.

Na disputa para o Governo, é provável ainda que haja uma candidatura do PSOL. Neste caso, não há definição quanto ao nome que o partido apresentará. Nas duas últimas eleições, a sigla teve ganho em seu potencial eleitoral, quando apresentou os nomes de Sandro Pimentel (2010) e Robério Paulino (2014). O último tem leve favoritismo para a disputa por também já ter sido candidato a prefeito de Natal em outras duas oportunidades, com votações crescentes.
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