sexta-feira, 3 de novembro de 2017

GUARABIRA; Professora impede aluna policial de fazer prova fardada e armada na UEPB.

PB-Educação
Outros policiais que estudam na universidade tentaram intervir e houve confusão no campus de Guarabira
U
ma confusão foi registrada na terça-feira (31) no campus da UEPB em Guarabira, no Agreste paraibano, após uma professora do curso de direito impedir que uma estudante, que é policial militar, entrasse fardada e armada na sala de aula para fazer prova.
A proibição gerou uma discussão e outros policiais militares, que também estudam na UEPB, tentaram entrar no campus para intervir, mas foram impedidos pelo coordenador do curso. Comente no final da matéria.

Professora impede aluna
policial de fazer prova armada
e gera confusão na UEPB
Em nota, a UEPB informou que não pode se pronunciar sobre o caso pois até a manhã desta quarta-feira (1º) não tinha recebido nenhuma denúncia contra a professora na coordenação de direito, nem na ouvidoria da universidade. Ainda de acordo com a nota, a universitária foi orientada a registrar a reclamação formalmente na coordenação do curso para que a instituição tome uma providência.

A Caixa Beneficente dos Oficiais e Praças da Polícia Militar e do Bombeiro Militar da Paraíba em solidariedade à policial militar impedida de fazer a prova por estar armada também emitiu uma nota. No texto, o órgão diz que vai buscar todos os meios jurídicos cabíveis contra a professora que impediu o acesso de uma policial militar e estudante de direito à sala de aula porque estava fardada.

Ainda de acordo com a Caixa Beneficente, a atitude da professora gerou “constrangimento não só a pessoa da policial, mas a todos os integrantes da corporação, demonstrando claro preconceito profissional, o que deve ser combatido nos dias atuais”. O órgão informou que vai acionar a universidade judicialmente e enviar um ofício pedindo o afastamento da professora.

“Ensinar direito na teoria quando na prática é a primeira a desrespeitá-lo, principalmente o de ir e vir, é danoso para a educação e pode estimular que fatos desta natureza sejam cada vez mais recorrentes contra profissionais da segurança pública”, conclui a nota.


G1 PB
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