terça-feira, 28 de novembro de 2017

INTERNACIONAL;Família de ex-senador da Venezuela controlava LaMia, diz perícia

Mundo-Policia.
Ricardo e Loredana Albacete poderiam ser responsabilizados por tragédia

Avião com time da Chape caiu em novembro de 2016
A perícia que investiga o acidente com o avião da Chapecoense chegou a dois nomes que poderiam ser responsáveis pela tragédia: Ricardo Alberto Albacete, ex-senador da Venezuela, e sua filha, Loredana Albacete Di Bartolomé, seriam sócios da LaMia, de acordo com as investigações.

S
egundo o jornal boliviano El Deber, funcionários da empresa tentaram esconder que pai e filha eram proprietários da coorporação que fretou o avião Avro RJ 85, que caiu na madrugada do dia 29 de novembro de 2016 na Colômbia. A causa do acidente foi detectada como falta de combustível na aeronave. Setenta e uma pessoas morreram.

A informação é fruto da investigação realizada pelo Instituto de Investigações Técnico-Científicas da Universidade Policial de Força Especial de Luta contra o Crime (Felcc, na sigla em inglês). Para a perícia, foram investigadas conversas telefônicas entre Miriam Flores e Loredana Albacete. O documento analisado consiste em 30 páginas e é uma seleção de conversas gravadas, fotografias e documentos.

O relatório cita conversas de mais de 15 pessoas, mas os protagonistas são Loredana Albacete, Miriam Flores, o diretor da LaMia, Gustavo Vargas Gamboa e Marco Antônio Rocha, piloto e suposto sócio da empresa. No dia do acidente, Ricardo Albacete negou que tinha uma empresa aérea: "Nós não somos acionistas ou funcionários da LaMia Bolívia, mas da LaMia Venezuela; deixamos o mesmo nome para não perder a pintura do avião; nós alugamos as aeronaves, mas quem opera é a empresa boliviana ", disse Albacete à época.


A defesa de Miriam Flores optou pelo silêncio. O documento contém as últimas comunicações entre Albacete e Loredana com seus advogados de defesa. "Eu defendo minha filha e minha família", disse o empresário a seus familiares em resposta aos ataques. "Meu pai e minha família nunca mais voltarão para a Bolívia", disse a mulher.

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