segunda-feira, 27 de novembro de 2017

MUNDO; Principal patrocinadora da seleção, Nike é acusada no Fifagate

MUNDO-ESPORTES.

Empresa é suspeita de oferecer propina para cartola colombiano
Bedoya é ex-presidente da FCF e delator do Fifagate

Principal patrocinadora da seleção brasileira e suspeita de pagar suborno em contratos com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a Nike foi citada nesta segunda-feira (27) no escândalo de corrupção da Fifa que está sendo julgado em Nova York, nos Estados Unidos. A informação é do jornalista Ken Bensinger, que acompanha in loco o processo no Tribunal do Brooklyn.

Segundo depoimento de Luis Bedoya, ex-presidente da Federação Colombiana de Futebol, a empresa de material esportivo teria oferecido propinas para fechar contrato com a seleção colombiana em 2010.

A proposta teria ocorrido durante uma reunião de Bedoya com um represente da companhia em Buenos Aires, na Argentina. Apesar da suposta tentativa de suborno, os Cafeteros fecharam com a Adidas, principal concorrente da Nike.
Luis Bedoya se declarou culpado em novembro de 2015 e, consequentemente, foi banido do futebol no dia 6 de maio do ano passado pelo Comitê de Ética da Fifa. O colombiano participa do julgamento de Marin, Napout e Burga como delator.

Líder da indústria de material esportivo, a Nike já é investigada pela Justiça dos Estados Unidos pelo contrato com a seleção brasileira avaliado em US$ 160 milhões (R$ 515 milhões). Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, é suspeito de ter dividido com o empresário J. Hawilla, da Traffic, uma propina de US$ 30 milhões (R$ 96 milhões) por terem fechado o acordo recordista em cifras em 1996. Um dos intermediários do negócio foi o então chefe da Nike no Brasil, Sandro Rosell, que anos mais tarde seria o presidente do Barcelona e amigo íntimo de Teixeira.
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