segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

CHUVAS NO RN DEVERÃO SER 15% ACIMA DA MÉDIA EM 2018, AFIRMA ESPECIALISTA

RN-CIDADES.
Caso esse cenário se concretize, o desafio para o Rio Grande do Norte, segundo o especialista, é reservar água.
Foto - José Aldenir / Agora Imagens
Conclusão, sustenta Luiz Carlos Molion, é embasada em cenários de similaridade, obtidos em dados pluviométricos dos últimos cem anos, que indicam semelhança com 1998 a 2001
  
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Rio Grande do Norte experimenta tendência de fim da seca e chuvas acima da média em 2018. A previsão é do PhD em Meteorologia Luiz Carlos Molion. A estimativa do pesquisador, referência internacional em meteorologia, é que as chuvas no Estado sejam até 15% acima da média, no próximo ano.

O prognóstico de Molion não segue modelos climáticos, ao contrário de previsões mais usuais. “São ineficientes e cenários fictícios”, argumenta. Sua conclusão, sustenta, é embasada em cenários de similaridade, obtidos em dados pluviométrios dos últimos cem anos, que indicam semelhança com 1998 a 2001.

Naqueles anos, o Rio Grande do Norte também saiu de grave estiagem para boas chuvas. “Me arrisco a dizer que podem ser 15% acima da média em 2018 e 10% acima da média em 2019”, prevê Molion, que apresenta outras condições para subisidiar essa expectativa. Uma delas é a temperatura do Oceano Pacífico.

O mar, segundo ele, sofreu resfriamento e demorará a esquentar, o que deve provocar, em 2018, o fenômeno La Ninã, o qual favorece chuvas no semiárido brasileiro. E o progressivo – e ciclíco – distanciamento da Lua sobre a terra também contribuirá, já que influencia as correntes marinhas e atua na fomação de chuvas.

Caso esse cenário se concretize, o desafio para o Rio Grande do Norte, segundo o especialista, é reservar água, embora trace um cenário positivo para a próxima década.

“Não há perspectiva de, nos próximos dez anos, haver no Rio Grande do Norte uma seca tão severa quanto a atual”, revelou Molion, representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM). “Claro que são previsões. Ninguém tem bola de cristal”, ressalva.