sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

“EMPREGADOS”, DIZ PRESIDENTE DO PMB

RN-policia.

De acordo com Naélson, a única promessa que o PMB fez para os filiados foi dar “direito de igualdade” nas eleições de 2016, na qual todos eles foram candidatos a vereador
Naelson Borja

Opresidente do Diretório Municipal do PMB em Natal, Naélson Borja, disse nesta sexta-feira, 15, que a desfiliação coletiva de 16 membros do partido oficializada nesta semana foi motivada, na verdade, pelo descontentamento deles com o fato de não terem sido indicados para cargos comissionados.

“Eles disseram que o partido tinha mudado de direção, mas o PMB nunca mudou. O partido é o mesmo de sempre, não prometeu cargo a ninguém. Como é que eles podem cobrar algo que o partido nunca prometeu?”, questiona o dirigente.

De acordo com Naélson, a única promessa que o partido fez para os filiados foi dar “direito de igualdade” nas eleições de 2016, na qual todos eles foram candidatos a vereador. “Todos eles tiveram a mesma chance de chegar à Câmara. O partido sempre foi muito correto, deu todos os direitos. Prometemos que não entraria ninguém ‘de estrutura’, tanto é que o mais votado foi de Mãe Luiza [Dinarte Torres]. A real motivação [para a saída] é cargos”, pontua.

A respeito da alegação dos dissidentes de que o partido teria praticado “fisiologismo”, Naélson diz que quem defende “fisiologismo” são os ex-filiados. “Se havia algum acordo desse tipo deles com os ‘candidatos’ que foram eleitos e os vereadores não cumpriram, isso não é culpa do partido. O partido em si não pode fazer esse tipo de acordo. Primeiro, porque fomos eleitos pela oposição”, acrescenta.

Sobre a secretaria que o partido ocupa na gestão do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), a de Segurança Pública e Defesa Social, Naélson Borja afirma que o PMB simplesmente indicou o secretário, João Paulo Mendes. “O partido indicou um secretário e não uma secretaria inteira”, finaliza.


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