terça-feira, 19 de dezembro de 2017

MARCELO ODEBRECHT CUMPRE PRISÃO DOMICILIAR EM SUA CASA NA ZONA SUL DE SP

SP-policia.
Marcelo Odebrecht antes ou depois delação (Foto: Reprodução/GloboNews)
Ex-presidente do Grupo Odebrecht deixou a sede da PF em Curitiba e viajou de avião até São Paulo. Ele usará uma tornozeleira eletrônica. 
O
 empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente do Grupo Odebrecht, chegou na tarde desta terça-feira (19) à sua casa no Morumbi, Zona Sul de São Paulo,
 onde vai cumprir prisão domiciliar. Ele usará uma tornozeleira eletrônica.
Marcelo Odebrecht deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba pouco antes das 10h. Pouco depois, seguiu à sede da Justiça Federal na capital paranaense, onde colocou uma tornozeleira que lhe dará o direito de cumprir o restante da pena a que foi condenado em casa. Ele foi para o aeroporto da cidade e decolou por volta das 12h40 em um avião particular.
O avião pousou por volta das 14h no aeroporto de Jundiaí, no interior de São Paulo. A aeronave entrou em um hangar e, minutos depois, dois carros saíram de lá em direção à capital paulista. Um dos veículos chegou à casa do empresário, no Morumbi, Zona Sul da capital paulista, às 15h18. O segundo carro chegou ao local por volta de 15h50.
A tornozeleira vai monitorar os passos do empresário pelos próximos sete anos e meio. O prazo foi determinado no acordo de delação premiada que ele firmou com a Justiça, em troca de contar o que sabia sobre os esquemas ilegais que as empresas da família dele participaram. Além disso, ele teve que pagar multa de R$ 73,3 milhões à Justiça. 
Cumprimento da pena
O herdeiro de uma das maiores empresas do país deverá seguir preso no chamado regime fechado diferenciado. Nele, o ex-presidente da Odebrecht vai ficar detido na casa dele, em São Paulo, pelos próximos dois anos e meio. Em seguida, ele terá direito à progressão de regime. 
Condenado a 31 anos e 6 meses de prisão em dois processos, pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa, Marcelo vai deixar a prisão graças a um acordo de colaboração premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e do qual participaram outras 76 pessoas ligadas à Odebrecht.

O acordo determina que Marcelo cumpra uma pena total de 10 anos, incluindo o tempo em que ficou detido no Paraná.