segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

AUMENTA NÚMERO DE CIVIS MORTOS NA SÍRIA POR ATAQUES TURCOS; EUA PEDEM 'CONTENÇÃO'

Internacional.

 -  Soldados do Exército Sírio Livre, apoiados pela Turquia, soltam gritos de guerra antes de se dirigirem à fronteira com a Síria, em Kirikhan, na Turqu
Em 24 horas de ofensivas turcas contra milícias curdo-sírias YPG na região de Afrin, 21 civis já morreram. Rússia também pede moderação e Assad diz que Turquia apoia terrorismo.

O
governo dos Estados Unidos pediu neste domingo (21) à Turquia que "exerça contenção" em suas operações militares contra as milícias curdas no enclave de Afrin, no extremo noroeste da Síria, para evitar baixas entre civis.

Com pelo menos mais 11 mortes registradas neste domingo, chegou a 21 o número de civis mortos nas primeiras 24 horas de ofensiva das forças da Turquia contra esta região controlada por milícias curdas, de acordo com a última apuração apresentada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Também neste domingo, a França pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para "avaliar os riscos humanitários" na Síria.

A ministra das Forças Armadas francesas, Florence Parly, pediu à Turquia que cesse suas operações contra os curdos sírios, alegando que isso poderá prejudicar a luta contra o EI, segundo a Radio França Internacional. "Temos que voltar ao básico, que é a luta contra o terrorismo. As outras lutas, como as que acontecem atualmente em Idlib e em outro lugar [na região de Afrin, contra as forças curdas sírias], devem ser interrompidas", defendeu a ministra.

"Essa luta poderia desviar a atenção das forças de combate curdas que estão comprometidas com a coalizão à qual a França pertence", insistiu Parly.

Já o governo dos EUA emitiu um comunicado oficial. "Seguimos apoiando o planejamento das preocupações legítimas de segurança da Turquia como aliado na Otan e parceiro-chave no esforço para derrotar o Estado Islâmico", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert.


"No entanto, pedimos à Turquia que exerça contenção e ofereça garantias de que suas operações militares permanecem limitadas em alcance e duração, e minuciosas para evitar baixas entre civis", enfatizou.
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