segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

'INVESTIDOR DA PETROBRAS NÃO PODE SER DUPLAMENTE PENALIZADO', DIZ AUTOR DE AÇÃO QUE LEVOU A ACORDO NOS EUA

INTERNACIONAL-ECONOMIA

 O advogado André de Almeida, de 44 anos, autor da class action que prevê indenização de US$ 2,9 bilhões aos investidores da Petrobras no exterior (Foto: André de Almeida/Divulgação)
Idealizador do processo que fez a estatal concordar em pagar uma indenização de quase US$ 3 bilhões a investidores, o advogado brasileiro André de Almeida agora quer que a Justiça reconheça o mesmo direito aos investidores no Brasil.
 O advogado André de Almeida, de 44 anos, autor da class action que prevê indenização de US$ 2,9 bilhões aos investidores da Petrobras no exterior (Foto: André de Almeida/Divulgação) O advogado André de Almeida, de 44 anos, autor da class action que prevê indenização de US$ 2,9 bilhões aos investidores da Petrobras no exterior (Foto: André de Almeida/Divulgação)
Quando a operação Lava Jato revelou os primeiros esquemas de corrupção na Petrobras, em meados de 2014, o advogado soteropolitano André de Almeida, de 43 anos, percebeu que podia agir a favor dos investidores que perderam dinheiro com as ações da estatal.
Hoje, ele é o idealizador da ação coletiva que levou a Petrobras a concordar em pagar US$ 2,9 bilhões para encerrar uma disputa judicial com acionistas nos Estados Unidos. Ele também é autor da ação civil pública no Brasil que pede o reconhecimento do mesmo direito aos acionistas brasileiros.
Naquele ano, os papéis da petroleira perderam quase 40% de seu valor e seguiram em queda livre no ano seguinte. A empresa viu seu valor de mercado cair R$ 87,182 bilhões. Quem investiu na empresa pouco antes do escândalo vir a público só viu o dinheiro começar a ser recuperado a partir de 2016.
Ao longo deste período, vários investidores abriram ações contra a Petrobras no Brasil e no exterior. Mas a ideia de processar uma petroleira que abriu capital na bolsa de Nova York, por meio de uma "class action", era inédita. Foi no segundo semestre de 2014 que Almeida levou a ideia a cabo.

Pela lei dos EUA, a class action é uma espécie de ação coletiva que protege os interesses dos investidores que se sentiram prejudicados pela má conduta de alguma empresa. No caso da Petrobras, ela atende aos acionistas que compraram ADRs (papéis da empresa negociados em Nova York).
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