segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

TURQUIA BOMBARDEIA TERRITÓRIO SÍRIO

Internacional.
Soldados do Exército Sírio Livre, apoiados pela Turquia, soltam gritos de guerra antes de se dirigirem à fronteira com a Síria, em Kirikhan, na Turquia, no domingo (21) (Foto: Furkan Arslanoglu/Depo Photos via AP)
A Rússia, que apoia o regime do presidente sírio Bashar Al-Assad, retirou seus militares da área onde acontece a ofensiva turca, em sinal de consentimento, mas pediu "moderação" às autoridades da Ancara.

Já o próprio Assad acusou neste domingo a Turquia de apoiar o terrorismo. "A brutal agressão turca contra a cidade síria de Afrin não se pode dissociar da política do regime turco desde o primeiro dia da crise síria, que tem se baseado principalmente no apoio ao terrorismo e às organizações terroristas sob diferentes nomes", disse Assad, segundo um comunicado da Presidência síria.

Assad fez estas declarações em um encontro em Damasco com o presidente do Conselho Estratégico de Relações Exteriores do Irã, Kamal Kharazi, de acordo com a agência EFE.

Na noite de sábado, o governo sírio pediu à comunidade internacional a detenha "imediatamente" a ofensiva da Turquia contra Afrin.

"A Síria pede à comunidade internacional que condene esta agressão turca e adote medidas para detê-la imediatamente", disse uma fonte do Ministério sírio de Relações Exteriores em declarações à agência estatal.

Desde sábado, a Turquia desenvolve uma ofensiva em Afrin, um enclave situado no noroeste da província de Aleppo, no noroeste da Síria, que é controlado pelas Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança liderada por milícias curdas e apoiada pelos Estados Unidos.

A principal milícia curdo-síria, as Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo), é o componente mais importante das FSD. As YPG são consideradas terroristas pelo governo turco por seus vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda presente na Turquia.