terça-feira, 20 de março de 2018

CIENTISTA DIZ TER AJUDADO A CRIAR VENENO USADO CONTRA EX-ESPIÃO


Internacional-politica.

Reuters/Peter Nicholls/8.3.2018
Reuters/Peter Nocholls/8/3/2018
Substância foi usada no ataque a ex-agente russo
Substância foi usada no ataque a ex-agente russo


Ex-espião russo e filha continuam em estado grave semanas depois de terem sido encontrados inconscientes no Reino Unido

Um cientista dos tempos da Guerra Fria admitiu nesta terça-feira (20) que ajudou a criar o agente nervoso que o Reino Unido diz ter sido usado para envenenar um ex-espião e sua filha, contradizendo as alegações de Moscou de que nem a Rússia nem a União Soviética jamais tiveram tal programa.

Mas o professor Leonid Rink disse à agência de notícias RIA que o ataque não parece ser obra de Moscou, porque Sergei e Yulia Skripal não morreram imediatamente.

Os Skripal continuam vivos, mas em estado grave, mais de três semanas depois de terem sido encontrados inconscientes na cidade inglesa de Salisbury. Um policial que os acudiu também está hospitalizado em estado grave.

Rink disse ter trabalhado em uma instalação de armas químicas da União Soviética, onde o agente nervoso de uso militar Novichok foi desenvolvido. Indagado se foi um dos criadores do Novichok, ele respondeu à RIA: "Sim. Foi a base de minha dissertação de doutorado."

Moscou negou qualquer envolvimento no caso Skripal e também que a União Soviética ou o Estado russo que a sucedeu tenha desenvolvido o Novichok.

Ecoando uma teoria veiculada pela mídia estatal russa, Rink disse que os britânicos podem ter estado por trás do ataque.
Postar um comentário