sexta-feira, 23 de março de 2018

EX-DEPUTADO LAÍRE ROSADO FOI PRESO PELA PF EM MOSSORÓ


Mossoró-rn-policia.
O ex-deputado federal Laíre Rosado Filho, foi preso pela Polícia Federal em Mossoró no Rio Grande do Norte nesta quinta-feira 22 de março de 2018.
Laíre realizava atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Belo Horizonte, quando foi conduzido pelos agentes federais.
Laíre rosado passará por exame de corpo de delito no Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), e em seguida deverá encaminhado para o sistema prisional.
O ex-deputado foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2006 de ter destinado R$ 110 milhões em emendas parlamentares para um esquema criminoso que pagava de volta para ele 10% de propina. Os crimes teriam acontecido no período de 2000 a 2005,
Os recursos desviados deveriam ser destinados a municípios do estado, por meio da Fundação Vingt-Un Rosado e a Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APAMIM), controlados por sua família.
A prisão de 9 anos e 6 meses de prisão foi determinada em julho de 2014. O magistrado de Mato Grosso na época para 9 anos de 6 meses. Laíre Rosado recorreu, mas foi derrotado na Justiça. O caso chegou próximo da prescrição.
Operação Sanguessugas


A Operação Sanguessuga foi deflagrada pela Polícia Federal em 4 de maio de 2006. Na ocasião, 48 pessoas foram presas e 53 mandados de busca e apreensão cumpridos. Todos respondem aos processos em liberdade. De acordo com estimativas feitas à época, o grupo movimentou R$ 110 milhões.
De acordo com auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Departamento Nacional de Auditoria do Ministério da Saúde (Denasus), a máfia das ambulâncias causou um prejuízo de pelo menos R$ 15,5 milhões aos cofres públicos. Para os auditores, houve superfaturamento em 70% dos convênios analisados.
Segundo as investigações, o grupo liderado pelos empresários Luiz Antônio Vedoin e Darci Vedoin, donos da Planam, pagava propina a parlamentares em troca de emendas destinadas à compra de ambulâncias e materiais hospitalares. Ainda de acordo com a denúncia, um grupo de parlamentares viabilizava a aprovação das emendas e intercedia nas prefeituras para direcionar as licitações para as empresas da família Vedoin vencerem as disputas. Os pagamentos eram feitos muitas vezes por meio de intermediários para dificultar a identificação dos envolvidos.
No Congresso, a operação policial resultou na abertura de uma CPI mista, formada por deputados e senadores. A CPI das Ambulâncias, ou dos Sanguessugas, pediu o indiciamento de 72 parlamentares, sendo três senadores. Mas nenhum foi cassado.
No Judiciário, foram abertas centenas de ações criminais e de improbidade administrativa contra a família Vedoin, prefeitos e parlamentares. Os procedimentos foram fruto da investigação da Procuradoria Geral da República (PGR) e da Polícia Federal.

Fonte: Passando na Hora