quarta-feira, 25 de abril de 2018

CATADORES SE ALIMENTAM DE LIXO DESCARTADO EM ATERRO DE JOÃO PESSOA


JOÃO PESSOA-PB-CIDADES.
Fiscalização do Ibama identificou catadores trabalhando em situações insalubres em João Pessoa
Uma fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nesta segunda-feira (23), identificou catadores trabalhando em situações insalubres em aterro localizado na cidade de João Pessoa, mas que atende também outras cidades da Região Metropolitana da capital.
Durante a fiscalização, que continua nesta terça-feira (24) em aterros de Guarabira e Campina Grande, o Ibama flagrou a chegada de um caminhão, chamado pelo catadores de “borreia”, que traz dos supermercados alimentos que não servem mais para o consumo e depositam no aterro. Os trabalhadores retiram tudo que podem aproveitar e levam para a mesa de casa ou cozinham no próprio aterro.
“Se eu tivesse de morrer, já tinha morrido desde o lixão do Róger”, disse uma das catadoras.
Na área de triagem, o lixo que chega das ruas são separados pelos catadores que fazem parte de uma associação. Trabalham sem nenhum equipamento de proteção. As luvas que alguns ainda utilizam, segundo os trabalhadores, foram encontradas no meio do próprio lixo que chega e passa pela esteira.
“Teve caso de um colega nosso que contraiu Hepatite B por uma furada de agulha que levou aqui”, relata uma catadora, que também estava com um corte no dedo e fez o curativo do ferimento com materiais encontrados no lixo.
“É completamente inadmissível que um aterro como esse, autorizado com as devidas licenças, permita que aconteça uma situação irregular como essa. Vamos fazer valer nosso relatório e encaminhar essa situação de trabalho de pessoas totalmente em condições insalubres para o Ministério Público do Trabalho para apurar conforme suas competências“, explicou Geandro Guerreiro, chefe da divisão técnico-ambiental do Ibama.
Além disso, de acordo com o resultado preliminar da fiscalização do Ibama, o aterro de João Pessoa também tem problemas operacionais que podem comprometer o meio ambiente. “Foi constatado que a parte da estação de tratamento do chorume está com funcionamento precário. Precisamos analisar os laudos e os indicadores de qualidade para saber em que nível está sendo feita a emissão do chorume após o processamento”, explicou um integrante da equipe de fiscalização.
G1 PB
Rede Unilar