domingo, 27 de maio de 2018

GOVERNO CEDE À PRESSÃO DE CAMINHONEIROS POR FIM DA GREVE


Br-politica.
O presidente Michel Temer, durante pronunciamento no Palácio do Planalto neste domingo (27) (Foto: Fernanda Calgaro/G1)
Como adiantado mais cedo pelo governador de São Paulo, Márcio França, a redução de R$ 0,41 no litro do óleo diesel reivindicada pelo movimento foi aceita e ampliada para R$ 0,46 por litro, direto na bomba. O valor equivale à redução do PIS, Cofins e CID. O governo assumiu sacrifícios no orçamento, sem dar prejuízos à Petrobras.
O segundo ponto dos manifestantes, que não havia sido acordado com as autoridades ainda, era da manutenção da baixa no preço do combustível por 60 dias. Até então o governo aceitava trabalhar com apenas 30 dias. Apenas haverá reajustes nos valores a partir deste prazo.
Ainda como confirmado pelo governador paulista, o valor do pedágio não será mais cobrado para eixos suspensos, utilizados por caminhoneiros quando não há carga, em todo o país, em todos os tipos de rodovias.
Rede Unilar

O quarto ponto acordado pelo governo foi a garantia de 30% dos fretes da CONAB aos autônomos, a Companhia Nacional de Abastecimento, que transporta milhares de toneladas de produtos todos os anos.
Por último, o presidente anunciou que aprovou a Tabela Mínima de Frete, conforme prevista no projeto de lei 121, que ainda circula pelo congresso.
Para que estes projetos entrem em vigor o mais rapidamente o possível a presidência os publicará por meio de Medida Provisória, que não precisa passar por avaliação prévia do Congresso ou do Senado.
Segundo o ministro da Secretaria do Governo, Carlo Marun, R$ 10 bilhões serão ultilizados dos cofres públicos para atender todos os pedidos dos manifestantes.
Chegando a estes entendimentos, a expectativa do governo federal é que, em contrapartida, os grevistas encerrem todos os pontos de bloqueio, paralisação ou manifestação por todo o País também o mais brevemente possível para que a normalidade possa voltar.


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