terça-feira, 2 de outubro de 2018

ESTUDANTES FAZEM BERÇOS DE PAPELÃO PARA AJUDAR FAMÍLIAS CARENTES


PB-GERAL.
Ítalo Di Lucena, TV Cabo Branco

Estudantes da Escola Estadual Presidente João Goulart, no bairro do Castelo Branco, em João Pessoa, capital paraibana, estão reciclando materiais para a construção de berços. A atividade faz parte de um projeto da disciplina de biologia, de uma turma do ensino médio, com o objetivo de promover a sustentabilidade e a doação dos produtos já finalizados para famílias carentes.
Os alunos, em sua maioria do 2º ano do ensino médio, decidiram pegar materiais, como papelão, que ninguém estava usando e recriar objetos. O primeiro berço levou quatro meses para ficar pronto. O segundo já está sendo feito e, com um modelo já pronto, a produção deve ficar cada vez mais rápida.
“A gente visitou a comunidade do Castelo Branco e percebendo que tinha uma demanda de mães que não tinham condições para comprar um berço, decidimos fazer”, explicou a estudante Thawanne Oliveira.
O que era uma simples atividade de biologia, vai servir para a comunidade. Cada berço produzido pelos alunos vai ser doado para uma família carente que precisa do móvel. “Por meio de uma atividade pautada na reciclagem, a gente se preocupa com o bem estar do meio ambiente e das pessoas também”, enfatiza a coordenadora pedagógica Iolanda Cortez.
Para fazer o berço, a turma usou basicamente papelão, madeira e fita adesiva. O custo, também, é bem pequeno. Cada berço custou menos de R$ 50, apenas o necessário para compra da fita adesiva. Todo o papelão e madeira, para dar sustentação, vieram de caixas que a escola iria jogar fora.
Rede Unilar“A ideia realmente é trabalhar com reaproveitamento de material. A nossa perspectiva é realmente fazer doação desses berços, é ver o sorriso no rosto daquelas mães que não têm condições de colocar seu filho dentro de um berço. Quando pensei em fazer isso aqui eu me coloquei no lugar, porque a gente nunca teve vida fácil, sempre precisei dividir cama. E saber que hoje eu tô podendo fazer isso para ajudar as famílias, não tem dinheiro no mundo que pague”, explicou a professora Cristiany Cunha.
O projeto foi vencedor de um concurso de jovens cientistas da Universidade Federal da Paraíba. Além disso, no ano que vem, a produção dos alunos vai para Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, em São Paulo. Quem quiser ajudar a turma, pode deixar na escola, que fica localizada rua Cônego Francisco Lima, no bairro do Castelo Branco, materiais que não são mais utilizados em casa.