quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

GERAÇÃO DE EMPREGO NO PARANÁ É A MAIOR DESDE 2014

Fonte.bemparana.
PR-ECONOMIA
(Foto: Gilson Abreu)
O Paraná apresenta o melhor resultado na geração de empregos desde 2014. Os resultados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados neste mês pelo Ministério do Trabalho. Foram criadas 40.256 novas vagas com carteira assinada em 2018, o que representa um aumento de 230% em relação a 2017.
O desempenho do Estado reflete a melhora dos setores de serviços e comércio. Em 2018, foram 30.258 novas vagas abertas para o setor de serviços. O comércio, por sua vez, fechou o ano com saldo positivo de 9.426 novos postos.
A área de construção civil e de serviços industriais de utilidade pública também apresentaram resultados otimistas, com 2.386 novas ofertas de trabalho.
De acordo com o economista do Observatório do Trabalho, Alexandre Chaves, os setores serviço e comércio, que mais se destacaram, são os que começam a impulsionar a economia paranaense. “São os setores mais procurados e que apresentam a possibilidade de um novo emprego para o trabalhador. Já o comércio se destaca por causa das compras de final de ano”, disse.
Outros quatro setores, no entanto, tiveram queda no número de ofertas de vagas: agropecuário, indústria de transformação, administração pública e extrativa mineral.
As ocupações que mais se destacaram em 2018 foram alimentadores de linhas de produção; vendedores e demonstradores em lojas e mercados; e escriturários e auxiliares administrativos.
Os trabalhadores da construção civil, do transporte rodoviário de cargas e das atividades de abates de suínos também estiveram em alta.
DEZEMBRO – Os dados do Caged revelam ainda que em dezembro o saldo de empregos foi menor que nos meses anteriores. Neste mês, a diferença entre os trabalhadores demitidos e contratados foi de 26.838.
O resultado do Estado acompanha a tendência do país, que também teve saldo negativo no período.
As demissões no Paraná em dezembro ocorreram principalmente nos setores da indústria de transformação, serviços, construção civil, agropecuária, e comércio.
O saldo negativo nesses setores é resultado de fatores como paralisação de obras na construção civil por causa da chuva, a entressafra agrícola na agropecuária, as férias nos serviços de educação e os ajustes no quadro de pessoal das indústrias, depois de atendidas as encomendas de fim de ano.
“Em dezembro, esse movimento é natural, pois o comércio faz as contratações para as vendas de final de ano e, quando essas já aconteceram, o setor acaba demitindo. Isso acontece todos os anos”, ressalta o economista Alexandre Chaves .
BRASIL – No Brasil, a recuperação da economia também representou ofertas novas de trabalho. Foram 529.544 novos empregos formais. O resultado é o melhor desde 2013 e o primeiro saldo positivo desde 2014.

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Chagas Silva