terça-feira, 8 de janeiro de 2019

SOBE PARA 168 NÚMERO DE PRESOS LIGADOS A ATAQUES NO CEARÁ


Plínio Aguiar, do R7
CE-POLICIAL.
Governador, Camilo Santana informou que outras estão em investigação e podem ser presas a qualquer momento. "Não haverá tolerância ao crime"
Governador disse que 168 pessoas já foram presas em meio a ataques no CE
O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), informou nesta terça-feira (8) que 168 pessoas já foram presas e autuadas com possível ligação com os ataques que assustaram as cidades cearenses na última semana.
Em post divulgado em uma rede social, Santana informou ainda que "outras estão em investigação e poderão ser presas a qualquer momento". O petista argumenta que está reforçando ainda mais o policiamento em Fortaleza, e também no interior, com o apoio de tropas federais e estados parceiros.
"Já determinei à cúpula da segurança que empregue todos os esforços necessários", pontuou. "Lideranças criminosas estão sendo identificadas e as transferências para presídios federais estão em curso" continuou, dizendo que "não haverá tolerância para o crime".
Desde o início da crise, na quarta-feira (2), o Ceará registrou mais de um ataque por hora. O número de ações criminosas em Fortaleza e demais cidades do Ceará desde a última quarta chegou a 148, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O balanço mostra que ocorreram, em média, mais de um ataque por hora no estado. No entanto, a pasta destaca que houve uma redução desde o início da atuação da Força Nacional.
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No sábado, quarto dia de ataques, o ministro Sérgio Moro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, enviou 330 homens para cidades da Grande Fortaleza. Desde então, as ações criminosas têm diminuído. No entanto, os ataques seguem pelo sétimo dia consecutivo. Na tentativa de resolver a questão de segurança pública, Moro disse que irá ampliar para 406 agentes da Força Nacional, além de um total de 96 viaturas.
Ataques
Rede Unilar
Os ataques foram feitos após a declaração do novo secretário de Administração Penitenciária do Estado, Luís Mauro Albuquerque, que não reconhece facções no Ceará. Ele confirmou que a divisão de presos por unidades não irá mais obedecer a distribuição por vínculos com organizações criminosas.
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“Quem manda é o Estado. Eu não reconheço facção, o Estado não deve reconhecer facção, a lei não reconhece facção, então nós vamos aplicar a lei”, afirmou o secretário.
O governador Camilo Santana, que assumiu na terça-feira (1) o segundo mandato, para o qual foi reeleito em outubro de 2018, havia dito em janeiro do ano passado que das 441 mortes registradas nos primeiros 29 dias de 2018, 84% eram vinculadas às facções criminosas. O principal grupo criminoso do Ceará é o GDE (Guardiões do Estado).