terça-feira, 5 de março de 2019

PARAÍSO DO TUIUTI CONTA HISTÓRIA DE BODE VEREADOR PARA CONTINUAR A FAZER SÁTIRA POLÍTICA.

RJ-EVENTOS
Paraíso do Tuiuti traz como enredo o bode Ioiô — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

Vice-campeã de 2018 com críticas políticas, a Paraíso da Tuiuti voltou ao tema neste ano, e contou a história de um bode eleito vereador. A escola foi a quinta a desfilar na madrugada de segunda-feira (4), segundo dia do Grupo Especial do Rio.

O enredo “O salvador da pátria” mostrou a saga do Bode Ioiô, eleito vereador em Fortaleza nos anos 1920. Foi o ponto de partida para brincadeiras e relações com a política atual.
O samba foi bem cantado nas arquibancadas, mas a escola teve problema com a evolução. O último carro demorou a andar e algumas partes foram retiradas para ele entrar na avenida. Mas deu para terminar dentro do tempo, em 74 minutos.
Uma ala mostrou a luta entre "o bode da resistência e a coxinha ultraconservadora", seguida do carro com o bode dando coice em um animal em forma de tanque de guerra.
A história original de Ioiô é baseada em relatos populares dos anos 20, mas não se sabe o quanto é verdadeira. O importante para a Tuiuti foi transformá-la em sátira sobre a pobreza, a desigualdad
Mesmo em tom de brincadeira, os temas não eram muito felizes, com na ala que mostrou "campos de concentração de retirantes", "currais do governo" que buscavam separar as elites dos famintos no Ceará.
O quinto desfile seguido do carnavalesco Jack Vasconcelos na escola começa com retirantes e o bode fugindo da seca no sertão cearense e seguindo em direção a Fortaleza, no litoral.
Mas os retirantes são presos no citado "campo de concentração", e o bode é vendido a uma companhia de couro. Quase foi sacrificado, mas virou mascote da empresa, com liberdade para andar pela cidade.
Assim o bode desfilou pela Tuiuti, como retirante, boêmio, folião e figura de resistência popular.
Um dos carros mostrou dois lados de Fortaleza: à frente, brilhante, tentando ser moderna, de primeiro mundo. A parte de trás mostrava o povo e a cultura popular que a elite tentava esconder.
Uma das alas finais, chamada "A peleja entre o bode da resistência e a coxinha ultraconservadora" mostrou o bode como um personagem que resiste a uma figura em formato de coxinha com uma arma na mão.
Atrás dessa ala, o carro alegórico final se chamava "O auto de Ioiô: A resistência". Mostrava o bode dando o coice em outro animal que lembrava um tanque de guerra, exaltando o bom-humor como forma de combater o autoritarismo.

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Chagas Silva