sexta-feira, 5 de abril de 2019

NICOLÁS MADURO EXPULSA MILITARES QUE RECONHECERAM JUAN GUAIDÓ COMO PRESIDENTE DA VENEZUELA


INTERNACIONAL
Dois generais estão entre os expulsos. Tanto Guaidó como os Estados Unidos pressionam militares venezuelanos a deixarem o apoio ao chavista, mas a alta cúpula das Forças Armadas forma a maior base de apoio a maduro.

Por France Presse
 Nicolás Maduro fala a correligionários no Palácio de Miraflores, em Caracas, nesta quinta-feira (4) — Foto: Francisco Batista/Venezuelan Presidency/AFP
O regime de Nicolás Maduro na Venezuela expulsou 13 oficiais das Forças Armadas, incluindo dois generais da reserva, que reconheceram o opositor Juan Guaidó como presidente interino do país.

Entre os expulsos, está o general Hugo Carvajal, que dirigiu os serviços de Inteligência militar no governo de Hugo Chávez (1999-2013). O regime também expulsou o general Carlos Rotondaro, ex-ministro da Saúde

Carvajal foi acusado de "atos de traição à pátria", segundo o Diário Oficial de 20 de março, pelas recentes declarações conclamando os militares a se rebelar contra Maduro. O militar culpa o líder chavista pelo que chama de "desastrosa realidade" da Venezuela.

Trata-se de uma medida de "exemplo", "disciplinar", cujas consequências a Justiça estabelecerá, destaca o decreto. Carvajal exerceu funções no governo chavista até 2017.

Militares formam base de apoio a Maduro
 Militares permanecem na sede da Guarda Nacional Bolivariana de Cotiza, na Venezuela, nesta segunda-feira (21)  — Foto: Yuri Cortez / AFP
O alto comando militar manifesta com frequência "lealdade incondicional" ao regime de Nicolás Maduro. Ao fazer isso, as Forças Armadas ignoram os apelos de Guaidó e dos Estados Unidos, que prometem anistia e fim das sanções impostas aos desertores – Carvajal e Rotondaro estão nesse rol.

Em fevereiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a exigir que os militares deixem o apoio ao regime chavista. Caso contrário, ameaçou o republicano, eles podem "perder tudo".

O decreto de expulsão publicado pelo regime de Maduro afirma que os oficiais expulsos "pretendiam, mediante atos hostis, violentos e o desconhecimento das autoridades legalmente constituídas, mudar a forma republicana da Nação".


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Chagas Silva