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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

PRESIDENTE CONCORDOU EM MANTER O PAÍS NO ACORDO DE PARIS, DIZ MINISTRO

BR-GERAL.
O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles
O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles-Valter Campanato/Agência Brasi
 Ricardo Salles reconheceu que existe oposição ao acordo climático dentro do governo mas que, "por ora, a participação do Brasil está mantida"

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) concordou em manter o Brasil no Acordo de Paris.

O ministro reconheceu que há oposição ao acordo climático dentro do governo mas que, "por ora, a participação do Brasil está mantida". As declarações foram dadas após almoço no Sevovi-SP com empresários do setor imobiliário.
Na semana passada, Salles já havia defendido a permanência do país no Acordo, em entrevista à Rádio Eldorado. No entanto, houve críticas de membros do governo.
Antes da posse, a posição do próprio presidente Bolsonaro em relação ao tema era oscilante. Ele chegou a defender a saída do País do acordo, mas depois recuou e prometeu lutar por mudanças no texto.
Salles não detalhou as mudanças a serem propostas. "As metas de redução de emissão, que o Brasil e os outros países concordaram, estão OK. O problema é como você internaliza esses princípios e estes valores na legislação do País. A nossa única preocupação é se esta legislação restringe a liberdade e a ação de empreendedorismo e a gestão do território. Vamos estar muito atentos a isso", disse.
Ministério será firme na proteção aos recursos naturais
Durante o mesmo almoço, Salles afirmou que o ministério vai defender a preservação de ecossistemas como a Amazônia e o Cerrado. Ao mesmo tempo, ele prometeu destravar e simplificar os processos relacionados ao órgão.
"Nós seremos muito firmes na proteção aos recursos naturais. Nós vamos preservar a Amazônia, o Cerrado, os nossos rios", afirmou. "Vamos continuar a dar especial tratamento ao meio ambiente", garantiu.
De acordo com Ricardo, a gestão do ministério será aberta, transparente e de respeito à iniciativa privada. "Queremos menor burocracia, um ambiente de negócios com menor judicialização. Essa litigiosidade não é boa, é contraproducente até mesmo ao meio ambiente. Todo mundo (do governo) tem de estar imbuído deste objetivo", afirmou.
O ministro defendeu ainda "informatizar todos os processos, deixa-los transparente e de forma acessível". "Queremos dar garantia de maior agilidade", disse.


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