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domingo, 3 de fevereiro de 2019

DAVI ALCOLUMBRE É ELEITO PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL



BR-POLITICA.
Senador do DEM teve apoio nos bastidores de Onyx Lorenzoni. Renan Calheiros (MDB) retirou candidatura. Votação teve duas sessões polêmicas

Mariana Londres e Paulo Lima, do R7
Pedro França/Agência Senado
Senador Davi Alcolumbre (DEM-AP)O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), de 41 anos, foi eleito presidente do Senado com 42 votos. Ele derrotou Fernando Collor (Pros-AL), que teve 3 votos, Reguffe (Sem Partido-DF) 6 votos, Angelo Coronel (PSD-BA) 8 votos, Esperidião Amin (PP-SC) 13 votos. A votação teve 4 abstenções. Renan Calheiros teve 5 votos, mas retirou a candidatura no início da votação e antes da contagem de votos.

Alcolumbre foi eleito em primeiro turno pois teve um voto a mais do que a maioria absoluta.

Foram necessárias duas votações. A primeira foi anulada porque os escrutinadores encontraram 82 votos na urna. Como são 81 senadores, a cédula a mais foi considerada indício de fraude.

Entre as duas votações, Renan Calheiros (MDB-AL) retirou a própria candidatura. Sem Renan, o MDB fica de fora da presidência do Senado pela primeira vez desde 2007, quando o petista Tião Viana foi interino. De 1985 até hoje, o partido só ficou sem a presidência do Senado na gestão ACM (Antônio Carlos Magalhães) e na interinidade de Edison Lobão e Tião Viana.

Além dos seis candidatos que disputaram a primeira votação, outros três chegaram a anunciar as suas candidaturas, mas renunciaram no início da sessão deste sábado (2): Simone Tebet (MDB-MS), Alvaro Dias (Podemos-PR) e Major Olímpio (PSL-SP).

O Senado retomou a sessão preparatória para eleição do novo presidente da Casa no final da manhã deste sábado (2). Ainda na madrugada, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Antonio Dias Toffoli, determinou que a votação fosse secreta, após pedido feito pelo MDB e o Solidariedade.

Depois de muita discussão, os senadores decidiram pela votação por cédula e com direito a declarar o voto.

A condução dos trabalhos ficou a cargo do senador José Maranhão (MDB-PB), que é o mais idoso do Senado.

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