quarta-feira, 1 de maio de 2019

NICOLÁS MADURO DIZ QUE MILITARES QUE SAÍRAM ÀS RUAS FORAM PAGOS; JUAN GUAIDÓ CONVOCA NOVOS PROTESTOS

Ao lado de Leopoldo López, Juan Guaidó fala a multidão de cima de um carro em Caracas, após convocar o povo às ruas contra Maduro — Foto: Cristian Hernández/AFP
Em comunicado nas redes sociais, Guaidó chamou Maduro de 'tirano que se esconde com medo da população'. Chavista só falou no fim do dia, e negou que tenha perdido apoio militar.
Por G1

BR-DESTAQUE. Nicolás Maduro diz que militares que saíram às ruas foram pagos; Juan Guaidó convoca novos protestos
Maduro faz pronunciamento — Foto: Reprodução/GloboNews
Em comunicado nas redes sociais, Guaidó chamou Maduro de 'tirano que se esconde com medo da população'. Chavista só falou no fim do dia, e negou que tenha perdido apoio militar.
Na primeira aparição pública desde o início dos conflitos na Venezuela desta terça-feira (30), Nicolás Maduro afirmou que os militares que apoiaram Juan Guaidó foram pagos pela oposição. O chavista ainda negou que tenha perdido respaldo das Forças Armadas e o controle da base de La Carlota, em Caracas.
"A base de La Carlota nunca foi tomada. Ela esteve e continuará sob alerta total", declarou Maduro.
Soldado fiel a Juan Guaidó aponta seu fuzil contra forças de Maduro diante da base aérea 'La Carlota' durante confronto em Caracas — Foto: Boris Vergara/AP
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse ao jornalista Wolf Blitzer, da CNN, que Maduro estava pronto para deixar o país nesta terça-feira, mas foi convencido pela Rússia a ficar. Posteriormente, o chanceler do regime chavista, Jorge Arreaza, negou a informação.
Guaidó convoca ato no 1º de Maio
Multidão de manifestantes pró-Maduro participa de protesto  em defesa do presidente perto do Palácio Miraflores, em Caracas, a cerca de 10 km da base aérea 'La Carlota' — Foto: Matias Delacroix/AFP
Em mensagem divulgada nas redes sociais, Juan Guaidó convocou novos protestos para esta quarta-feira (1º). Ele disse, na gravação, que Nicolás Maduro "não tem o respaldo nem o respeito das Forças Armadas".
"Hoje, há possibilidade de uma rebelião pacífica contra um tirano que se fecha por medo da nossa gente", declarou Guaidó.
O líder oposicionista, inclusive, já havia previsto o que chamava de "maior manifestação da história" para este feriado de Dia do Trabalhador. Segundo ele, a Venezuela está na fase final da "Operação Liberdade", nome dado ao movimento para destituir Maduro do poder.
 Venezuela é um país dividido entre chavistas e os opositores — Foto: Reprodução/Globo

Nesta terça-feira, o procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab – próximo a Maduro –, alertou que o Ministério Público está juntando provas contra os "reincidentes nesta tentativa de atividade conspiratória à margem da legalidade" – o que aumenta o risco de prisão a Guaidó.

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Chagas Silva