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segunda-feira, 6 de maio de 2019

SUÉCIA, O PAÍS ONDE DEPUTADOS NÃO TÊM ASSESSORES, DORME EM QUITINETE E PAGAM PELO CAFEZINHO


POLITICA Um grande exemplo a ser seguido pelos nossos honestíssimos políticos Brasileiros
De Claudia Wallin* Por Chagas Silva
De Estocolmo para a BBC News Brasil
Deputado Per-Arne Håkansson no bandejão do Parlamento sueco
No país escandinavo, deputados como Per-Arne Håkansson encaram fila para almoçar no bandejão
JONAS ESBJÖRNSSON 
INTERNACIONAL, - Uma ótima lição para os nossos honestíssimos parlamentares Brasileiros vem dos parlamentares Suecos, Para os deputados suecos do Parlamento, eleito em setembro passado, de 2018,   continua com a austeridade de sempre: gabinetes de apenas sete metros quadrados, apartamentos funcionais são verdadeiras quitinetes  e rígidos limites para o uso do dinheiro dos contribuintes no exercício da atividade parlamentar.
O deputado sueco não tem direito a benefícios extras como aqueles concedidos a parlamentares no Brasil, a exemplo de verbas para fretamento de aeronaves; aluguel e demais despesas de escritório político na base eleitoral; alimentação do parlamentar; contratação de secretária e entre 25 e 50 assessores particulares; ressarcimento de gastos com médicos; auxílio-creche pago por cada filho até os seis anos de idade; auxílio-mudança para se transferir para a capital; fundos para contratação de consultorias; assinatura de publicações e serviços de TV; além de verba para divulgação de mandato.
E imunidade parlamentar é um conceito que não existe na Suécia.
"Somos cidadãos comuns", diz à BBC News Brasil o deputado Per-Arne Håkansson, do partido Social-Democrata, em seu gabinete no Parlamento sueco.
"Não há sentido em conceder privilégios especiais a parlamentares, uma vez que nossa tarefa é representar os cidadãos e conhecer a realidade em que as pessoas vivem. Também pode-se dizer que é um privilégio em si representar os cidadãos, uma vez que temos a oportunidade de influenciar os rumos do país", acrescenta Håkansson.
O que os 349 deputados suecos recebem – assim como o Presidente do Parlamento – é um cartão anual para usar o transporte público. E também um robusto código de ética, que vem acompanhado ainda por um conjunto de informações sobre o restrito uso das verbas públicas e normas de conduta para a atividade parlamentar.
Rede UnilarIsso sim é que se pode chamar de políticos honestos, um grande exemplo a ser seguido pelos honestíssimos parlamentares Brasileiro.
Os carros oficiais são poucos, e para uso limitado. O Parlamento possui apenas três veículos, modelo Volvo S80. Esta frota de três está à disposição somente do Presidente do Parlamento e seus três vice-presidentes, para eventos oficiais.
"Não é um serviço de táxi", diz René Poedtke, do setor administrativo do Parlamento. "Os carros não estão disponíveis para levá-los para casa ou para o trabalho."
Na Suécia, o único político que tem direito a carro em caráter permanente é o primeiro-ministro. O carro pertence à frota da polícia secreta sueca, a Säpo (Säkerhetspolisen). Ministros podem requisitar veículos "quando têm fortes razões para precisar de um", segundo diz um assessor do governo: "Por exemplo, quando vão fazer um discurso em um subúrbio distante".


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