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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

MUNICÍPIOS COM MAIOR NÚMERO DE QUEIMADAS TIVERAM AS MAIORES TAXAS DE DESMATAMENTO EM 2019, DIZ IPAM.

Instituto cruzou dados de desmate, queimadas e frequência de chuva para mostrar cenário da Amazônia.
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R-CIDADES. - Os dez municípios que tiveram mais focos de incêndios florestais em 2019 também são os que tiveram as maiores taxas de desmatamento.

Este é o resultado de um estudo apresentado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) nesta semana. 
Queimadas na Floresta Amazônica — Foto: Nacho Doce/Reuters
De acordo com o novo relatório, a Amazônia está queimando mais em 2019. O instituto diz que "o período seco, por si só, não explica este aumento". O número de focos de incêndio, para a maioria dos estados da Amazônia, já é o maior dos últimos quatro anos.
Os dez municípios da região amazônica que mais registraram queimadas representam 37% dos focos de calor e 43% do desmatamento detectado até julho. Os registros são maiores nos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima.
10 municípios com mais focos


Município  Estado            Focos Desmatamento (km²)
Apuí            AM     1754   151,0
Altamira     PA       1630   297,3
Porto Velho           RO      1570   183,5
Caracaraí    RR      1379   16,0
São Félix do Xingu           PA       1202   218,9
Novo Progresso     PA       1170   67,8
Lábrea         AM     1170   197,4
Colniza       MT      869     82,4
Novo Aripuanã     AM     665     122,3
Itaituba       PA       611     67,8
Fonte: Ipam, dados do período entre janeiro e julho de 2019.
Nesta quinta-feira (22), o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse estar profundamente preocupado com os incêndios florestais na floresta amazônica. Ele reforçou que não podemos mais arcar com os danos para uma das maiores fontes de oxigênio e biodiversidade.
A presidente da Assembleia Geral da ONU, María Fernanda Espinosa, também falou sobre o assunto. Ela citou incêndios florestais pelo mundo e cobrou ações urgentes, dizendo que as florestas são cruciais para enfrentar a mudança do clima.
Além disso, a organização publicou um vídeo tratando especificamente das queimadas e como elas afetam não só a flora e a fauna no local dos focos de incêndio, mas também os efeitos que elas produzem na vida de pessoas que vivem longe de onde elas acontecem.
Na segunda-feira (19), o G1 mostrou que há uma alta de 82% nas queimadas em comparação com o mesmo período do ano passado - entre janeiro e agosto. Metade dos focos está localizada na Amazônia. Outros 30% no Cerrado.
Pelo mundo, a imprensa deu destaque para esse aumento em suas manchetes.
Fonte. G1

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