domingo, 13 de setembro de 2020

ANVISA JÁ TEM DADOS PARA AVALIAR RETOMADA DE TESTES DE VACINA

 BR-SAÚDE

Universidade de Oxford anunciou continuidade dos ensaios que estavam suspensos; Brasil depende de aval da agência para fazer o mesmo


Brenda Marques, do R7

Anvisa tem informações necessárias para avaliar retomada de testes de vacina no Brasil

                        Anvisa tem informações necessárias para avaliar retomada de testes de vacina no Brasil

                                                                   Jean-Christophe Bott/ EFE


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu, na tarde deste sábado (12), da empresa AstraZeneca, as informações necessárias para decidir se os testes da vacina contra covid-19 podem ser retomados no Brasil.

 

A entidade afirmou, em nota, que "vai seguir, nas próximas horas, o protocolo de análise necessário para a avaliar o pedido".

 

Mais cedo, a Universidade de Oxford, que desenvolveu o imunizante em parceria com a farmacêutica, anunciou a retomada dos testes de fase 3  em humanos - a última etapa antes de uma possível comercialização - no Reino Unido.

 

A continuidade foi autorizada após a conclusão de análise feita por um comitê independente de revisão e seguindo recomendações de segurança da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde (MHRA, na sigla em inglês), o órgão regulador britânico.

 

As investigações foram suspensas em todo o mundo no último domingo (6), após uma voluntária do país europeu sofrer uma grave reação adversa. Ao todo, 18 mil voluntários já receberam doses da vacina.

 

Leia também: Brasil é o país mais avançado em acordos por vacina russa

 

No Brasil, 5 mil participantes estão incluídos nas pesquisa. Destes, 4.600 já foram vacinados "sem qualquer registro de intercorrências graves de saúde", segundo a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que coordena os testes no país.

 

"Em grandes ensaios como este, é esperado que alguns participantes não passem bem e todos os casos têm de ser cuidadosamente analisados para garantir uma avaliação cuidadosa da segurança", diz comunicado da instituição de ensino superior.

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que suspensões temporárias como esta não são incomuns e garantem a "integridade científica dos testes".

 

Em entrevista ao R7, o pediatra Juarez Cunha, presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) também destacou que essas interrupções são frequentes e mostram a seriedade dos estudos.

 

"Em qualquer pesquisa clínica, de vacinas e medicações, isso sempre aconteceu. Nós, da ciência, já estamos acostumados. O objetivo [da fase 3] é ir afunilando as observações sobre eficácia e segurança. Em outras vacinas, a gente [população] acabaria nem sabendo disso", disse.


 

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Chagas Silva

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