sábado, 6 de março de 2021

COMPOSIÇÃO FAMILIAR VAI DEFINIR NOVO AUXÍLIO

 RN - AUXILIO

Para a concessão do novo auxílio emergencial, o governo vai considerar a composição familiar na hora de conceder o novo auxílio emergencial. Segundo fontes envolvidas nas discussões, o valor do auxílio será de R$ 250, mas mulheres com filhos terão direito a uma cota maior, de R$ 375. Famílias compostas apenas por uma pessoa, receberão R$ 150.

ESTADO ABRE HOJE MAIS 28 LEITOS COVID NA REGIÃO METROPOLITANA, ASSÚ E CURRAIS NOVOS

  RN-SAÚDE

O Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), abrirá ainda hoje (5) mais 28 leitos Covid com objetivo de reduzir a alta taxa de ocupação de leitos no Rio Grande do Norte e prestar assistência aos pacientes acometidos pela Covid-19. Essa é mais uma iniciativa ágil do Governo do Estado que está em consonância com o Plano de Contingência Estadual de Enfrentamento à Covid-19 e empenhado em conter o avanço da pandemia em todo estado.

 

Em Natal, serão abertos 11 leitos clínicos no Hospital Giselda Trigueiro e serão transformados em leitos de UTI nos próximos dias; 5 leitos de UTI no Hospital Luiz Antônio (Liga) para pacientes covid com perfil oncológico. Segundo dados do Regula RN, a Região Metropolitana concentra mais de 90% da ocupação de leitos de UTI. A abertura imediata desses leitos visa diminuir a fila daqueles que estão aguardando leitos para serem atendidos.

 

Na região metropolitana, serão abertos 5 leitos clínicos em Macaíba. Assú contará com 5 leitos clínicos e Currais Novos ganhará mais 2 leitos clínicos.

 

No total estão sendo abertos, ainda hoje (5), 28 novos leitos Covid. “Esse resultado é fruto de muito trabalho árduo da governadora Fátima Bezerra e de todos os servidores e profissionais da saúde que fazem parte da Sesap, a fim de prestar toda assistência necessária aos pacientes que estão sofrendo com essa doença”, afirmou Maura Sobreira, secretária-adjunta de saúde.

 JAIR SAMPAI


RN: ‘TOQUE DE RECOLHER’ INTEGRAL AOS DOMINGOS E DAS 20H ÀS 6H NA SEMANA- VÍDEO

    RN-SAÚDE

Em reunião por web conferência no dia 02 de março, o comitê de especialistas da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) decidiu emitir uma série de recomendações para o enfrentamento à pandemia no Rio Grande do Norte.

 

As medidas apresentadas pelo grupo são frutos de uma avaliação criteriosa de reavaliação dos riscos epidemiológicos e da alta taxa de ocupação dos leitos críticos em todo o estado do Rio grande do Norte, levando em consideração ao aumento do número de internações e circulação de novas variantes do SARS-CoV2 no estado.

 

A análise do Comitê leva em conta a tendência da epidemia da Covid-19 no estado medida pelo indicador composto e a análise dos dados assistenciais do Regula RN, que mede a taxa de ocupação de leitos críticos e clínicos em tempo real.

 

A Região Metropolitana atingiu um platô no número de casos que se mantém alto por um período prolongado e há um indicativo de aumento de número de casos para os próximos dias. Considerando que a Taxa de Ocupação de Leitos Críticos encontra-se acima de 90%, já com 17 unidades hospitalares de referência com 100% de ocupação, indicando a saturação do sistema de saúde para os leitos críticos no estado e considerando a introdução de novas variantes do SARS-CoV-2 no Rio Grande do Norte, e levando em consideração que as únicas medidas efetivas de prevenção e controle, até que se consiga uma cobertura vacinal adequada, são as medidas não farmacológicas, pois não há medicamento com comprovação científica para uso no controle/prevenção do SARS-CoV2;o comitê emitiu as seguintes recomendações:

 

Não utilizar medicamentos como prevenção ou tratamento precoce para a COVID-19, uma vez que não existem evidências científicas que embasam esta conduta;

Ampliar as medidas restritivas em todo o território estadual, aumentado as estratégias de mitigação por um período de 21 dias, sendo passível de nova avaliação, devendo permanecer abertos apenas os serviços essenciais balizadas na Lei 13.979/2020 e nos Decretos Estaduais 29.583/2020, 29.600/2020 e 29.634/2020;

As medidas de supressão adotadas devem ser realizadas de forma simultânea pelos municípios de uma mesma região de saúde, assim é necessária a divulgação efetiva de datas para início e nova avaliação do cenário,de modo que permita que a população se prepare para seguir as normativas;

Normatizar a circulação nos espaços coletivos, ou seja, nos serviços essenciais estabelecidos no Decreto Estadual conforme orientações abaixo:

MAGAREFE É ASSASSINADO A TIROS NA ZONA OESTE DE CAICÓ NESSA SEXTA, 5

 RN=POLICIA

Um crime de homicídio foi registado no bairro Walredo Gurgel, zona oeste da cidade de Caicó, na noite dessa sexta feira, 05. PM, Samu, Itep e Polícia Civil foram acionados para registro da ocorrência

A vítima, de acordo com o que foi apurado pelo Blog Jair Sampaio, é conhecida como Adelson, ou “Cara Queimada”, pessoa bastante conhecida pelo trabalho que desenvolvia no matadouro público.

Um crime de homicídio foi registado no bairro Walredo Gurgel, zona oeste da cidade de Caicó, na noite dessa sexta feira, 05. PM, Samu, Itep e Polícia Civil foram acionados para registro da ocorrência.

A vítima, de acordo com o que foi apurado pelo Blog Jair Sampaio, é conhecida como Adelson, ou “Cara Queimada”, pessoa bastante conhecida pelo trabalho que desenvolvia no matadouro público.

Jair Sampaio

 RN TEM MAIOR NÚMERO DE PACIENTES INTERNADOS COM COVID-19 DESDE O INÍCIO DA PANDEMIA

DR-N-SAÚDE

Com 871 pessoas internadas por Covid-19, o Rio Grande do Norte registrou o maior número internações pela doença, desde o início da pandemia, nesta quarta-feira (3). O boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado aponta 464 pessoas em leitos de UTI e semi-intensivos e 407 em leitos clínicos. Os dados são das redes pública e privada.

Em 25 de fevereiro, estado alcançou um recorde de 741 pacientes internados em leitos clínicos, UTIs e semi-intensivos – mas o número já vinha sendo superado nos últimos dias, com mais de 800 internados. Ao longo de todo o ano de 2020, o maior número de pessoas internadas havia sido registrado em 28 de junho, quando o estado chegou a ter 692 pessoas em leitos de todos os tipos.

O aumento de casos no Rio Grande do Norte provocou uma pressão por leitos de Covid-19. Na manhã desta quinta-feira (4), apesar de contar com 299 leitos críticos na rede pública, o estado registrava uma taxa de ocupação de leitos acima de 93% e ainda contava 50 pacientes na fila de espera por apenas 18 leitos disponíveis.

Superlotação

Também manhã desta quinta-feira (4), a Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, informou que trabalha 20% acima de sua capacidade de atendimento.

“Todos os leitos das enfermarias, Unidades de Terapia Intensiva e destinados à covid-19 estão ocupados, de modo que, temporariamente, não há condições de atendimento à novas pacientes”, informou a unidade, por meio de nota. “A enfermaria de alto risco atualmente com 17 leitos, encontra-se com 50% acima de sua capacidade. Por isso, é recomendável que as grávidas, portadora de Covid-19, sejam encaminhadas para outras maternidades, já que estamos com 100% dos leitos destinados à Covid-19, ocupados”, acrescentou.

Medidas

Diante do quadro, o governo tenta abrir novos leitos, mas o secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia, considera que não adianta abrir novos leitos se o número de casos também continuar aumentando. Em entrevista ao Bom Dia RN, ele afirmou que o estado deverá anunciar novas medidas de restrição para tentar conter o avanço das contaminações e internações.

“Vivemos um momento trágico, um momento triste, onde estamos vendo cada dia mais o sistema de saúde superlotado, saturado, em muitas regiões, em muitos estados do país, e aqui não seria diferente. Estamos abrindo leitos, mas essa abertura de leitos tem um limite humano, de profissionais, e ainda de insumos, de equipamentos”.

No podcast O Assunto, o jornalista potiguar Matheus Magalhães relatou o caso do próprio pai, que precisou de um leito de UTI em Natal, mas só conseguiu atendimento em um hospital militar de Recife.

G1/RN

quinta-feira, 4 de março de 2021

VARIANTE BRASILEIRA DA COVID-19 PODE REINFECTAR ATÉ 61% DOS RECUPERADOS E AINDA DRIBLAR A CORONAVAC


BR-SAÚDE




Novo estudo feito por cientistas brasileiros sugereque a variante p.1 do coronavírus, originada em Manaus, pode escapar dos anticorpos produzidos pela Coronavac, fabricada pelo Instituto Butantan e principal imunizante usado na campanha de vacinação contra a covid no País, destaca o Estadão.

Os dados ainda são preliminares, pois foram obtidos com base em uma amostra pequena de voluntários (8) e precisarão ser confirmados por pesquisas maiores, mas acendem alerta sobre o impacto da nova linhagem na eficácia das vacinas. O estudo é de cientistas de instituições como USP e Unicamp e publicado ontem na página de pré-prints (artigos ainda não revisados por outros cientistas) da revista científica The Lancet.

O grupo coletou plasma de oito voluntários de testes da Coronavac que haviam recebido as duas doses há cerca de cinco meses e testaram a atividade neutralizante dos anticorpos no plasma contra a cepa P.1 e contra variantes da linhagem B (a mais comum no País até então).

No teste, observaram que o nível de anticorpos capazes de deter o vírus foi mais baixo para a P.1 do que para a linhagem B, ficando abaixo do limite de detecção no exame. Os cientistas ressaltam, porém, que a diferença entre as duas cepas não pode ser considerada estatisticamente significativa porque foram poucos voluntários e o nível de neutralização em ambos os casos era bastante baixo.

Mesmo assim, destacam que “os resultados sugerem que a P.1 pode escapar de anticorpos neutralizantes induzidos por uma vacina de vírus inativado”, caso da Coronavac. Por outro lado, dizem que a proteção da Coronavac contra casos graves indica que os anticorpos neutralizantes não são o único fator de proteção e as respostas de outras células do sistema imunológico, como linfócitos do tipo T ou B de memória, podem reduzir a severidade da doença.

O estudo traz outro dado preocupante: anticorpos formados por pessoas já contaminadas pelas cepas anteriores parecem não ser capazes de barrar a P.1. Os cientistas analisaram o plasma de 19 recuperados de infecções antes do surgimento da variante e verificaram redução de seis vezes na capacidade de neutralização dos anticorpos contra a P.1 em comparação com as variantes da linhagem B.

Segundo eles, os dados sugerem que a P.1 é capaz de escapar das respostas de anticorpos neutralizantes gerados por infecção prévia e “a reinfecção pode ser plausível com variantes com mutações na proteína spike”. Por isso, os cientistas destacam que poderá ser necessária a aplicação de dose de reforço, atualizada para a cepa.

Variante mais transmissível

Dois novos estudos feitos por pesquisadores brasileiros trazem mais evidências de que a variante do coronavírus originada em Manaus é mais transmissível e pode escapar dos anticorpos formados por uma primeira infecção.

As pesquisas apontam que a cepa P.1, como foi nomeada, é até 2,2 vezes mais contagiosa, aumenta em dez vezes a quantidade de vírus nas células do doente e tem uma chance até 61% maior de escapar da imunidade protetora conferida por uma infecção prévia. A linhagem já foi identificada em 17 Estados brasileiros. As pesquisas ainda não foram revisadas por outros cientistas nem publicadas em revistas científicas, mas estão disponíveis online.

O aumento da carga viral dessa variante foi identificado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia com base na análise do material genético de 250 amostras do Sars-CoV-2 de pacientes infectados no Amazonas entre março de 2020 e janeiro de 2021. O estudo saiu na sexta-feira no site Research Square.

Ao analisarem amostras de diferentes períodos, os pesquisadores confirmaram que a primeira onda da pandemia no Estado teve predominância das linhagens B.1.195 e B.1.1.28. Esta última permaneceu como a principal cepa no Brasil durante quase todo o ano de 2020. Já na segunda onda, observada a partir de dezembro, houve o surgimento da P.1, que rapidamente se tornou predominante em Manaus e passou a ser associada à explosão de casos vista na cidade em janeiro.

 

Ao comparar as amostras P.1 com todas as demais cepas, os cientistas verificaram uma carga viral dez vezes maior entre as infecções pela nova variante, especialmente em pessoas de 18 a 59 anos e em mulheres idosas. Não houve diferença significativa de carga viral em homens com mais de 60 anos, mas isso pode estar relacionado ao fato de a carga viral em idosos do sexo masculino já ser mais alta mesmo em infecções pelas cepas anteriores, como explica Tiago Gräf, um dos autores do estudo, no Twitter. Ainda não se sabe se o aumento de carga viral pode tornar a doença em adultos mais agressiva, mas o aumento da quantidade de vírus no organismo contribui para que essa cepa seja transmitida com mais facilidade.

O outro estudo, feito pelo Centro Brasil-Reino Unido de Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (grupo Cadde), do qual a USP faz parte, utilizou dados genômicos e epidemiológicos para analisar as características da P.1. A partir de um modelo matemático, os cientistas verificaram que a nova variante é de 1,4 a 2,2 vezes mais transmissível do que as anteriores e tem uma probabilidade 25% a 61% maior de escapar da imunidade desenvolvida a partir de uma contaminação prévia por outra cepa.

Os autores ressaltam que mais dados e estudos são necessários para definir quanto a nova variante é mais transmissível ou propensa a causar reinfecções. O estudo investigou ainda a disseminação da linhagem pelo Brasil e verificou múltiplas vias de introdução da cepa em Estados do Sudeste, principalmente por viagens aéreas.

Máscaras

Nas duas pesquisas, os autores ressaltam a importância das chamadas medidas não farmacológicas, como uso de máscara e distanciamento social, pata deter a disseminação da P.1 e evitar que surjam novas variantes. “A falta de distanciamento social eficiente e outras medidas de mitigação provavelmente aceleraram a transmissão precoce da P.1, enquanto a alta transmissibilidade desta variante alimentou ainda mais o rápido aumento de casos de SARS-CoV-2 e hospitalizações observados em Manaus após seu surgimento”, declararam os autores no artigo científico. As informações são do jornal.

O Estado de S. Paulo